SASC - Sindicato de Arquitetos e Urbanistas de Santa Catarina

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O Art. 579 da CLT estabelece que a Contribuição Sindical “é devida por todos aqueles que participam de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do Sindicato representativo da mesma categoria ou profissão, ou, inexistindo este, na conformidade do disposto no art. 591.” Conforme dispõe o artigo, todo aquele Arquiteto e Urbanista que exercer atividade profissional estará obrigado ao recolhimento da contribuição. Com a assinatura da nota técnica 201/2009 que normatiza esses artigos da CLT que tratam do pagamento das contribuições sindicais pelos profissionais liberais fica clara a obrigatoriedade por parte dos CAUs e das prefeituras em exigir e fiscalizar esses pagamentos dos Arquitetos e Urbanistas.
Primeiramente, vale diferenciar associação a sindicato, registro no CAU e pagamento de Contribuição Sindical.

A associação é quando o profissional preenche ficha associativa para usufruir de todos os benefícios de convênios que o sindicato dos arquitetos dispõe, pagando, para tanto, uma mensalidade diretamente ao sindicato. O registro no CAU, por sua vez, gera o pagamento de anuidade e habilita o Arquiteto e Urbanista a exercer sua profissão, pois o CAU é o órgão fiscalizador da habilitação profissional. Por fim, o pagamento da contribuição sindical, conforme já visto, é aquele devido por todo Arquiteto e Urbanista que esteja no exercício de sua profissão na forma do art. 579 da CLT.

Assim, basta que o Arquiteto e Urbanista esteja no exercício de sua atividade profissional para estar obrigado ao pagamento da Contribuição Sindical. Em referencia à obrigatoriedade de pagamento de taxa associativa ao sindicato, esta somente será devida àquele profissional que manifeste interesse em associar-se ao sindicato para gozar dos benefícios que a entidade sindical dispõe. Portanto, confusão não há entre taxa de associação e contribuição sindical, pois esta é obrigatória por ser tributo e aquela é devida em decorrência do consentimento do Arquiteto e Urbanista associado.
Conforme já esclarecido, o pagamento da anuidade referente ao CAU serve para garantir seu exercício profissional e a regularidade perante aquele órgão. Já a contribuição sindical além de compor receita financeira para o Fundo de Amparo ao Trabalhador e ao Seguro Desemprego, serve para que o sindicato dos arquitetos implemente o fortalecimento da categoria e defenda os interesses dos Arquitetos e Urbanistas por eles representados.

Desta forma, por serem entidades distintas e a contribuição sindical estar classificada como tributo, o pagamento de um não isenta o do outro.
O Arquiteto e Urbanista profissional liberal exerce seu trabalho tanto de forma autônoma quanto com vínculo empregatício, pois o que o qualifica é o fato de ser possuidor de conhecimentos técnicos adquiridos no curso graduação em Arquitetura e Urbanismo. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) editou a Nota Técnica n° 201/2009, em que reconhece e sedimenta o entendimento de que o Arquiteto e Urbanista profissional liberal pode assim ser considerado mesmo estando com vínculo empregatício. A referida Nota Técnica ainda informa que a contribuição sindical do Arquiteto e Urbanista profissional liberal empregado deverá ser recolhida na proporção de 1 (um) dia de trabalho em favor do sindicato representativo de sua categoria.
A Consolidação das Leis do Trabalho, em seu art. 585 e parágrafo único concedeu ao Arquiteto e Urbanista profissional liberal o direito de escolha referente a sua contribuição sindical. Dispõe o mencionado artigo que ao profissional liberal é dado o direito de escolha quanto ao recolhimento da contribuição sindical em favor do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas na proporção de 1 (um) dia de trabalho ou juntamente com os demais trabalhadores recolher para o sindicato majoritário da atividade preponderante da empresa em que trabalha. Lembre-se que paga a guia em favor do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas , o RH não poderá descontar em favor do outro sindicato a contribuição, haja vista o direito de escolha ser garantido na lei.

“Art. 585. Os profissionais liberais poderão optar pelo pagamento da contribuição sindical unicamente a entidade sindical representativa da respectiva profissão, desde que a exerça, efetivamente, na firma ou empresa e como tal sejam nelas registrados.

Parágrafo único. Na hipótese referida neste artigo, à vista da manifestação do contribuinte e da exibição da prova de quitação da contribuição, dada por Sindicato de profissionais liberais, o empregador deixará de efetuar, no salário do contribuinte, o desconto a que refere o Art. 582.”
A Lei 8112/90 foi omissa quanto a obrigatoriedade ou não do pagamento da contribuição sindical pelo servidor público. Assim, o Ministro do Trabalho e Emprego, no uso de suas atribuições, editou recentemente a Nota Técnica n° 036/2009, afirmando a necessidade dos servidores públicos pagarem a contribuição sindical pelo fato de serem trabalhadores, independentemente do regime jurídico de contratação. Assim, mesmo sendo profissional liberal, o pagamento da contribuição sindical segue o entendimento do art. 585 e parágrafo único, ou seja, o profissional liberal detém direito de escolha quanto à destinação de sua contribuição, seja para o sindicato majoritário, seja para o Sindicato de Arquitetos e Urbanistas do seu estado.
Como a Contribuição Sindical é um tributo, não cabe ao sindicato dos Arquitetos e Urbanistas isentar o seu pagamento. No entanto, caso o Arquiteto e Urbanista comprove não exercer a profissão em hipótese alguma, nem mesmo estar inscrito no CAU, a contribuição sindical não será devida.
Se você não estiver exercendo a profissão como Arquiteto e Urbanista, mas estiver registrado no CAU, ainda assim é necessário o pagamento da Contribuição Sindical, uma vez que, teoricamente, o registro no CAU demonstra o exercício da atividade profissional. Agora, caso o Arquiteto e Urbanista comprove não exercer a profissão em hipótese alguma, bem como não estar inscrito no CAU, a contribuição sindical não será devida.
Em conformidade com o art. 579 da CLT, a Contribuição Sindical “é devida por todos aqueles que participam de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do Sindicato representativo da mesma categoria ou profissão, ou, inexistindo este, na conformidade do disposto no art. 591.”

Veja que a letra da lei dispõe que será devida a contribuição quando o profissional participe de uma categoria econômica ou profissional. Assim, se você possui duas profissões, deverá pagar a contribuição duas vezes, uma para cada sindicato. Portanto, verifica-se que o multi-profissional pagará a contribuição sindical para o sindicato da respectiva categoria a qual esteja exercendo sua atividade profissional, independente de quantas forem. Lembre-se que a única exceção a essa rigidez contributiva é o direito de escolha do profissional liberal para pagar a contribuição sindical, na forma do art. 585 da CLT.
A Contribuição Sindical, como já dito, tem caráter de tributo e somente será devido por aquele Arquiteto e Urbanista que esteja exercendo sua atividade profissional pertencente a uma categoria econômica ou profissional, ou profissional liberal. Assim, o Estatuto do Idoso não menciona como beneficio àquele a isenção da contribuição sindical. Agora, em sendo idoso não exercente da profissão, não será devida a contribuição sindical pelo Arquiteto e Urbanista.
O Estado, ao instituir a contribuição sindical, remeteu aos entes sindicais o direito-dever de cobrar este tributo (classificado como parafiscal) e reverter seu produto em prol da categoria representada. O art. 592 da CLT elenca, de forma exemplificativa, a destinação da arrecadação sindical.

Vale esclarecer que a destinação da contribuição sindical não é somente para os sindicatos, mas também repartido para as federações, confederações e para o Governo Federal, onde a arrecadação é destinada para composição dos recursos financeiros destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador e ao Seguro Desemprego, tudo em conformidade com o art. 590 e 591.

A Lei 11.648/2008, trouxe nova redação à CLT incluindo como beneficiária da arrecadação sindical as CENTRAIS SINDICAIS; porém, tal destinação é precedida de manifestação de vontade do ente sindical para que também seja beneficiária da arrecadação sindical.

“Art. 590. Inexistindo confederação, o percentual previsto no art. 589 desta Consolidação caberá à federação representativa do grupo.

§ 3º Não havendo sindicato, nem entidade sindical de grau superior ou central sindical, a contribuição sindical será creditada, integralmente, à ‘Conta Especial Emprego e Salário.

Art. 591. Inexistindo sindicato, os percentuais previstos na alínea c do inciso I e na alínea d do inciso II do caput do art. 589 desta Consolidação serão creditados à federação correspondente à mesma categoria econômica ou profissional.

Parágrafo único. Na hipótese do caput deste artigo, os percentuais previstos nas alíneas a e b do inciso I e nas alíneas a e c do inciso II do caput do art. 589 desta Consolidação caberão à confederação.
O pagamento da Contribuição Sindical pelo Arquiteto e Urbanista prevê alguns direitos com menor abrangência dependendo do estatuto de cada um dos sindicatos de Arquitetos e Urbanistas do país. Mas para exercer todos os direitos advindos dos convênios, o profissional deve se associar ao sindicato.
Durante esta primeira gestão do SASC a associação ao nosso sindicato será gratuita para qualquer arquiteto e urbanista em dia com o pagamento da Contribuição Sindical.
O Arquiteto e Urbanista em atraso deverá buscar, perante a tesouraria do sindicato do seu estado, o valor do débito da contribuição sindical acrescido dos demais encargos financeiros elencados no art. 600 da CLT. Vale lembrar que, por se tratar de tributo, a contribuição sindical será devida sempre em equivalência aos 5 (cinco) últimos anos.

“Art. 600. O recolhimento da contribuição sindical efetuada fora do prazo referido neste Capítulo, quando espontâneo, será acrescido da multa de 10% (dez por cento), nos 30 (trinta) primeiros dias, com o adicional de 2% (dois por cento) ao mês subseqüente de atraso, além de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês e correção monetária, ficando, nesse caso, o infrator, inseto de outra penalidade.”

O não pagamento da contribuição sindical consistirá na suspensão do exercício da profissão, nos termos do art. 599, da CLT, sem prejuízo das penalidades financeiras.


Recentemente, o Ministério do Trabalho e Emprego editou a Nota Técnica n° 201/2009 que veio a esclarecer a consulta pública sobre a obrigatoriedade de apresentação da quitação da contribuição sindical para concessão de alvarás de funcionamento na forma do art. 607 e 608 da CLT. Observa-se que o não pagamento da contribuição sindical é meio impeditivo de renovação ou concessão do alvará de funcionamento do estabelecimento comercial. Com referencia ao profissional liberal, caso não esteja em dia com a contribuição, o exercício da atividade profissional também restará comprometida por falta de habilitação por meio de alvará de funcionamento.



“Art. 599. Para os profissionais liberais, a penalidade consistirá na suspensão do exercício profissional, até a necessária quitação, e será aplicada pelos órgãos públicos ou autárquicos disciplinadores das respectivas profissões mediante comunicação das autoridades fiscalizadas.”



“Art. 608. As repartições federais, estaduais ou municipais não concederão registro ou licença para funcionamento ou renovação de atividades aos estabelecimentos de empregadores e aos escritórios ou congêneres dos agentes ou trabalhadores autônomos e profissionais liberais, nem concederão alvarás de licença ou localização, sem que sejam exibidas as provas de quitação da contribuição sindical, na forma do artigo anterior.”

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Depoimentos


Arq. Jeferson Salazar
Presidente da FNA

É com bastante satisfação que comemoramos uma nova fase na vida dos arquitetos e urbanistas catarinenses. O Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas de Santa Catarina - SASC, depois de longo período de dificuldades finalmente ressurgiu das cinzas, como a fênix. E ressurgiu revigorado pela força de jovens arquitetos e arquitetas que entregaram muito de si para lutar por melhores condições de trabalho para os profissionais de arquitetura e urbanismo. Como não podia deixar de ser, rapidamente ampliaram o espectro de atuação sindical para além da fronteira das lutas corporativas e se inseriram nas lutas gerais da sociedade catarinense por melhores condições de vida, pelo direito à habitação e mais, pelo direito à cidade com todos os benefícios que ele deve proporcionar ao exercício pleno da cidadania. Empenhamos esforços e recursos para ajudar a ressignificar o SASC. E com muito orgulho podemos dizer que valeu à pena. Parabéns aos diretores e diretoras desta gestão, que souberam transformar o limão em limonada e mostrar uma nova geração de dirigentes sindicais com fôlego, determinação, coragem e desprendimento pessoal para assumir tarefes coletivas de grande envergadura e compromisso social.

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Arq. Eduardo Bimbi
Presidente FNA 1998/2004

Acompanho desde o segundo semestre de 2013 as ações do grupo de jovens arquitetos e urbanistas que se propuseram a estruturar e dirigir do SASC nessa primeira gestão.
Nestes pouco mais de dois anos de atividades souberam utilizar em beneficio da nossa categoria as prerrogativas legais de um sindicato, obtendo vantagens coletivas para todos , associados ou não.
Vejo como extremamente positivas as ações que o SASC tem posto em andamento e que beneficiarão a maioria dos arquitetos e urbanistas do estado de Santa Catarina.

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Arq. Andréa dos Santos
Sindicato dos Arquitetos no Estado do Rio Grande do Sul

Os arquitetos e urbanistas de Santa Catarina, atualmente, possuem um importante instrumento na defesa de todos os arquitetos e urbanistas trabalhadores que atuam no Estado. Foi com esta certeza e com um amplo compromisso com os profissionais que foi viabilizada, a partir de 2013, a reestruturação do Sindicato dos Arquitetos no Estado de Santa Catarina – o SASC, que só ocorreu por ter a frente um grupo de jovens colegas, que na minha percepção, estavam unidos por uma única certeza: melhorar as condições de trabalho e promover a arquitetura e urbanismo em Santa Catarina, Assim foi com muita satisfação e compromisso que o SAERGS – Sindicato dos Arquitetos no Estado do Rio Grande do Sul, também não mediu esforços para contribuir nesta reestruturação e hoje, passado pouco mais de dois anos, temos certeza de que aquele sentimento inicial “de que ia dar certo... deu” e se concretizou através de valiosos colegas que trazem, além de muita transparência em suas ações, um verdadeiro estilo combativo pela concretização de seus principais desafios.
Este sindicato já deu certo. E daqui pra frente quem ganha é a sociedade catarinense, o SASC, é agora o sindicato de todos os profissionais arquitetos e urbanistas catarinenses. Um sindicato que tem compromisso com a transparência, com a verdade, com a ética. Com dirigentes de uma grandeza sentimental, capaz de se emocionarem por suas conquistas, de serem justos com a cidade, defender a sociedade, mas fundamentalmente com uma sensibilidade enorme para defender com a veracidade necessária, tudo aquilo que acreditam ser essencial para nós profissionais e por uma arquitetura cada vez mais democrática.
Parabéns a toda a diretoria pelo trabalho que estão realizando e por terem tido a coragem de fazer todo o enfrentamento necessário para oferecer aos profissionais este novo Sindicato de Arquitetos. Parabéns colegas de Santa Catarina por terem em suas mãos uma entidade que é capaz de ajudar a transformar, defender e garantir nossos direitos, em favor de nossa profissão no seu mais amplo conceito.
Muito sucesso e importantes conquistas sempre!

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