SASC - Sindicato de Arquitetos e Urbanistas de Santa Catarina

Cidade acessível para todos.

04/04/2017

O acesso à cidade, assim como outros serviços básicos – transportes, habitação, energia e saneamento -, é indicativo de qualidade de vida. Contudo, para atender às necessidades e demandas de uma população crescente, as cidades precisam de capacitação técnica. Nem todos possuem acesso pleno à cidade. Por questões de deficiência e mobilidade reduzida ou por falta de infraestrutura. As barreiras podem ser inúmeras, inclusive arquitetônicas e urbanas. A verdade é que acessibilidade é uma questão social: todos possuem direito a ter acesso livre aos centros urbanos, afinal, como o CAU/RS já mostrou aqui, a função social da cidade é acolher seus habitantes.

 

De acordo com Paula Rocha, coordenadora de Mobilidade Urbana e Acessibilidade do WRI Brasil Cidades Sustentáveis, os governos municipais têm a oportunidade de transformar as diretrizes nacionais de inclusão social em ações concretas para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Por exemplo: existe o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146 de 6 de julho de 2015), e o Estatuto do Idoso (Lei 10,741 de 1° de outubro de 2003) que contemplam diretrizes de serviços de transporte, habitação, infraestrutura acessível de vias públicas e parques e inclusão no mercado de trabalho. “O papel dos municípios é tornar realidade o que já está na lei”, afirma.

É preciso pensar em um projeto universal onde todos andem sem medo de cair ou de se machucar. Nova York é, segundo reportagem especial da WRI, uma cidade acessível. Não possui escadas ou degraus e desníveis, mas rampas e ruas onde se pode caminhar de modo seguro e independente. O texto defende, ainda, que todos merecem a sensação de liberdade e independência e que uma solução para os problemas de quem possui mobilidade reduzida é incluí-los nas discussões sobre projetos de acessibilidade nas cidades, afinal, além dos erros eles sabem também suas soluções.

Para Nívea Oppermann, diretora de Desenvolvimento Urbano do WRI, o primeiro passo para uma mudança positiva nas cidades seria estruturar uma equipe composta por quadros técnicos próprios para gerenciar os projetos de interesse local a partir das prioridades elencadas. Outra iniciativa seria buscar parcerias para viabilizá-los junto a órgãos setoriais e organizações da sociedade civil.

Uma ideia para promover o acesso igualitário às cidades, segundo o WRI Brasil Cidades Sustentáveis, é deixá-las mais densas para que os bairros, além dos locais de moradia, ofereçam mais alternativas de atividades urbanas, com opções de consumo, oportunidades de trabalho e lazer e acesso a serviços. Os meios de transporte coletivo também ampliariam o acesso, tornando a acessibilidade mais fácil para todos.

Mais sobre o assunto:

CAU/RS – Por que as cidades não são acessíveis para todos?

Paula Rocha – Muitas cidades acreditam que incluir conceitos de acessibilidade nos projetos urbanos seja oneroso. Porém, investimentos em acessibilidade têm grande potencial de retorno para a cidade, tanto em termos de inclusão social quanto em termos urbanísticos. O custo associado à dependência, exclusão e perda de oportunidades e produtividade deve ser levado em consideração na análise de custo-benefício para a sociedade.

CAU/RS – Como tornar o acesso universal em centros urbanos uma realidade?

Paula Rocha – Para tornar a cidade um ambiente mais igualitário é necessário um planejamento que inicia com o diagnóstico. Nesta fase, é importante coletar informações técnicas, mas também ouvir as avaliações das pessoas com mobilidade reduzida. A partir deste diagnóstico, a prefeitura deve criar um Plano de Acessibilidade com metas e estratégias de ação. Este plano deve abranger as vias públicas, os equipamentos municipais, a rede de transporte coletivo e a fiscalização de obras privadas. Quando o plano estiver sendo colocado em prática, é importante impedir a criação de novas barreiras, isto é, todas as obras e serviços iniciados devem iniciar dentro dos conceitos de acessibilidade universal. Além disso, é preciso planejar a adaptação das infraestruturas existentes e mobilizar a comunidade, informando sobre a importância das mudanças.

FONTE: CAU/RS


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Depoimentos


Arq. Vinicius Galindo
Sindicato dos Arq. e Urb. no Estado do Rio Grande do Norte

Apesar da distância, o SASC e o SINARQ-RN parecem vizinhos. Sindicatos irmãos, caçulas entre outros sindicatos e na FNA. E tão parecidos!
Ver uma turma de arquitetos e urbanistas jovens assumir um sindicato inativo há anos, evoluir tanto em tão pouco tempo, ganhar reconhecimento, representatividade. E isso com pouca ou nenhuma experiência na área, além de heranças do movimento estudantil, de épocas da FeNEA. Uns poucos, movidos pela própria determinação e vontade em mudar o cenário atual. Em fazer a diferença, na prática.
Ver essa mesma história sendo feita, do outro lado do país, reforça a importância de tudo isso que estamos fazendo. E nesse processo aprendemos muito juntos, recebemos mutuamente força e estímulo para continuar com essa tarefa nada fácil. Mais que isso, ganhamos colegas, parceiros, amigos.
Me traz muita alegria ver a evolução do SASC. Ver a luta de amigos, tão semelhante à nossa, gerar resultados, ganhar relevância. Se firmar a cada dia. Parabéns! E obrigado.

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Arq. Jeferson Salazar
Presidente da FNA

É com bastante satisfação que comemoramos uma nova fase na vida dos arquitetos e urbanistas catarinenses. O Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas de Santa Catarina - SASC, depois de longo período de dificuldades finalmente ressurgiu das cinzas, como a fênix. E ressurgiu revigorado pela força de jovens arquitetos e arquitetas que entregaram muito de si para lutar por melhores condições de trabalho para os profissionais de arquitetura e urbanismo. Como não podia deixar de ser, rapidamente ampliaram o espectro de atuação sindical para além da fronteira das lutas corporativas e se inseriram nas lutas gerais da sociedade catarinense por melhores condições de vida, pelo direito à habitação e mais, pelo direito à cidade com todos os benefícios que ele deve proporcionar ao exercício pleno da cidadania. Empenhamos esforços e recursos para ajudar a ressignificar o SASC. E com muito orgulho podemos dizer que valeu à pena. Parabéns aos diretores e diretoras desta gestão, que souberam transformar o limão em limonada e mostrar uma nova geração de dirigentes sindicais com fôlego, determinação, coragem e desprendimento pessoal para assumir tarefes coletivas de grande envergadura e compromisso social.

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Arq. Ormy Leocádio Hutner Junior
Sindicato dos Arq. e Urb. no Estado do Paraná

Os arquitetos e urbanistas do Estado de Santa Catarina têm motivos suficientes para se orgulhar de ter uma entidade que os represente e os defenda.
O SASC - entidade sindical de defesa de todos os profissionais da Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina, por meio de uma diretoria jovem e comprometida com uma atuação cada vez mais pujante no cenário da atuação profissional e defesa da sociedade, tem realizado ao longo de sua curta trajetória, feitos de grande relevância para toda a categoria.

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